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Brincar aos Crescidos

 Havia um pequeno infantário, no final do longo pomar onde nascera, um pequeno infantário caiado de branco, e com varandas pintadas de amarelo de Verão, aquele amarelo tão vivo, cujo calor até as mais dormentes almas aquece. Costumava estar repleto de risadas, as mais belas, puras e inocentes, como é uma criança. O ar estava repleto de doçura e perguntas genuínas, como nasciam as árvores, de onde vinha a água que caía gotinha a gotinha do céu, de que cor era a amizade e se todas as estrelas do céu brilhavam só para nós. Era o último poço de alegria e esperança naquela urbanização sufocante e enfadonha. Era como se Deus, após pintar um quadro a preto e branco, tivesse sido tão comovido pelo desespero e tristeza das aquelas aragens, que não pôde resistir a juntar uma só gota de cor que,  por ser só uma, se revelava tão marcante e tão memorável. Ainda hoje me lembro, das correrias e brincadeiras que a pequena Isilda costumava fazer no pátio de calçada, ou todas as vezes em que o ...

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